as videodanças de analivia cordeiro

Ela parte da dança e avança em direção à linguagem audiovisual para gerar uma fusão entre esses dois meios autônomos: conheça a videodança, manifestação artística que, no Brasil, teve como precursora Analivia Cordeiro.

Quase sempre, a videodança é confundida com vídeo de dança ou com a vídeo arte, mas essas são três formas de expressão artísticas diferentes. A videodança liga-se intimamente com a situação verbal do corpo em movimento e a ligação desse movimento com o próprio vídeo produzido.

Este tipo de manifestação artística surgiu na década de 70. As primeiras experiências vieram do coreógrafo Merce Cunningham com Westbeth (1975). Produzida em estúdio pelo filmmaker Charles Atlas, Westbeth partiu do princípio que a televisão muda o modo de olhar e altera a percepção de tempo do espectador.

Analivia com as anotações do projeto de M3x3, 1973.

No Brasil, a videodança teve como pioneira a bailarina, coreógrafa, arquiteta e pesquisadora visual Analivia Cordeiro. Filha de Waldemar Cordeiro – maior referência nacional em arte concreta -, Analivia começou a estudar dança quando criança e formou-se em Arquitetura pela USP. Ainda jovem começou a experimentar os limites entre a expressão corporal e a linguagem virtual dos então inéditos computadores.

Seus filmes exploram, para além do close e da montagem, o quadro e o fora de quadro a fim de dinamizar a relação entre aquilo que vemos na tela e o espaço que se encontra excluído do campo visual, como no curta Ar. Em outros trabalhos, como Slow Billie Scan, 0-45 version 1 e M 3×3, a realizadora recorre a outras “impossibilidades” da dança que são tornadas possíveis na tela graças ao uso de imagens computadorizadas.

Computer Dance para TV, considerada o primeiro trabalho de videoarte brasileiro. Os intérpretes são dispostos regularmente numa matriz 3×3, com uma imagem em alto contraste, eles movem-se mecanicamente, como uma crítica a sociedade urbana atual.
Uma videodança histórica feita por computador, precursora da linguagem do video-clip. As imagens em close-up mostram somente partes do corpo do intérprete e o corpo inteiro é mostrado somente em desenhos de computador. Assim a imagem do corpo do intérprete se forma somente na mente do espectador. Este trabalho é um estudo da inteligibilidade do movimento e um retrato da imagem corporal fragmentada, consequência de nossa vida de stress urbano. Feito em São Paulo, Brasil, 1974.

É possível conferir este e outros trabalhos da prolífica carreira desta e de outros videodançarinos na mostra atualmente em cartaz no CINUSP Paulo Emílio, na cidade de São Paulo. Entre 15/08 e 04/09/2016, o cinema recebe a mostra A dança como cinema, que apresenta um conjunto de filmes que mostram danças que só existem no cinema.

A mostra exibirá mais de 50 curtas raros, que serão distribuídos em sessões autorais de realizadores (tais como Maya Deren, José Agrippino e Maria Esther, Norman McLaren, Philippe Decouflé e Ed Emshmiller).

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